sábado, 28 de agosto de 2010

BIG FOUR capítulo II: Slayer

  Devido a uma onda de raiva, tristeza e uma infinidade de outros sentimentos negativos correndo atrás de mim, fiquei sem postar esses dias que passaram (como se alguém se importasse, mas tudo bem).
  Estava eu, uns minutos atrás, muito puto e com vontade de ouvir algo que... me lembrasse a palavra puto. Nada melhor que ouvir um Slayer, que possui um som caractéristico próprio e é provavelmente a banda mais violenta dos Big Four.
  Apesar de terem lançado o World Painted Blood (2010), que é fraco e sem muita inspiração, o Slayer sempre foi a banda dos riffs. Kerry King e Jeff Hanemann realmente sabem como criar peças de música marcantes. Esses riffs se destacam até mesmo mais que a técnica e rapidez fluída do baterista Dave Lombardo (e até uma certa época Paul Bostaph) e os vocais desesperados e potentes (até certo ponto) de Tom Araya. Quem não lembra os riffs de clássicos como War Ensemble, Angel of Death, Dead Skin Mask ou o mais reverenciado de todos, Raining Blood?
  Eu simpatizo bastante com muitos trabalhos da vasta discografia da banda, até mesmo aqueles álbuns do começo dos anos 90 que apresentaram mudanças no som da banda, com andamentos mais lentos e até de certa forma progressivos. Mas o que eu nunca gostei no Slayer (e já tentei milhares de vezes), são os álbuns do final dos anos 90 e começo dos 2000. Quais esses? fácil. Diabolus in Musica (1998) e God Hates Us All (2000). Apesar da banda já ter deixado seu som mais lento alguns álbuns atrás, estes aqui são chatos. É o Slayer querendo ser moderninho, implementando elementos de New Metal e Industrial no som..... horrível, sem mais nem menos.
  Mas não vou falar demais disso, pois prefiro falar das coisas fodas que a banda já lançou. Todo mundo chupas os bagos da Reign in Blood (1986), que sem dúvidas é um álbum desgraçado de thrash metal e como ele deveria ser executado. Mas eu fico mesmo é com o primeiro da banda, Show no Mercy (1983). Esse álbum mostra o Slayer com as influências que todas as bandas de thrash no começo tinham... um som mais "Iron Maidenzado" ou "Diamond Headzado" e é isso que faz o álbum tão bom pra mim. Riffs inspirados pra caramba (ouça The Antichrist), bateria soberba, solos que combinam com a proposta (não são bons, mas se adequam a atmosfera) e letras engraçadas. E o melhor de tudo é que as músicas são fáceis de diferenciar uma das outras hehehhe
  Apesar de serem considerados o "AC/DC do thrash" devido à repetição da essência dos álbuns lançados ultimamente, Slayer é uma banda foda demais. Ouça Christ Illusion (2007) e veja que eles sabem muito bem ser variados sem perder a agressividade e sem se venderem. O que desejo a eles é força pra continuar agressivos do jeito que eles são, e que o Tom Araya não caia em pedaços.....
  Mas vamos à minha indicação:


Show no Mercy (1983)

Link: http://www.4shared.com/file/1bw2t4hd/Slayer_-_1983_-_Show_No_Mercy_.htm    (320 kbps)






Tracklist
1- Evil Has No Boundaries
2- The Antichrist
3- Die By the Sword
4- Fight Till Death
5- Metal Storm/ Face the Slayer
6- Black Magic
7- Tormentor
8- The Final Command
9- Crionics
10- Show no Mercy

2 comentários:

  1. slayeeeeeeeeeeeeeeer!

    Muito bom, show no Mercy é futito!*-*
    e eu gosto só da música "disciple" do God Hate Us All ahahah, a letra é boa. Bjs

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  2. SLAYEEEEEER!
    haha... tinha uma época em que era A BANDA pra mim... intocável, insuperável, o mundo se dividia entre slayer e o resto... mas eu pensava assim mais por que era "maria vai com as outras" do que por opnião própria mesmo. Não que hoje eu não goste de slayer, pelo contrário, mas de certa forma a banda não me empolga mais tanto... é um negócio meio previsível, assim como voce citou quando disse que o world painted blood era fraco e sem inspiração... concordo.
    O negócio então é ouvir as antiguidades, os petardos que os tornaram "reis do thrash"... e com méritos.. meu preferido também é o show no mercy, contando com as estupendas black magic e tormentor. Eu não poderia deixar de mencionar também um álbum que é meio ignorado pelos fãs, que é o undisputted attitude (covers de bandas punk e HC) que é simplesmente comedor de cus... muito bom mesmo, é o álbum que eu mais tenho ouvido da banda ultimamente.
    então... é isso ae... TOCA SLAYEEEEER!

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