domingo, 19 de setembro de 2010

Infância que passou.... e mudou

   Lá vou eu escrever (depois de um longo tempo) sobre um tema que provavelmente 10 de 10 blogueiros (ou pseudo-blogueiros como eu) ja escreveram: suas infâncias e o que faziam, como era legal não se preocupar com o mundo e consigo mesmo, só importando o prazer instantâneo.
   Sem querer parecer um cara sedentário (minha sedentariedade começou aos 13 anos mais ou menos), mas a minha infância pode ser resumida da seguinte forma: antes e depois do Super Nintendo. Em dezembro de 1995, no natal estava recebendo meu Super Nintendo novinho. A partir daí, vários momentos da minha infância ficaram marcados, tanto no videogame quanto fora dele: horas incontáveis jogando Super Mario, as brigas com meu vizinho (meu primo) onde eu ficava sem ir na casa dele vários dias pra não levar bronca da minha tia, minhas roupas ridículas do futebol, entre outras coisas.
   Isso eu não vejo hoje em dia, ou talvez não queira ver. O que acontece com a gurizada hoje em dia? eu não vejo nada de "característico" nos costumes da molecada. Na minha infância e adolescência é fácil citar meios de entretenimento que até hoje são lembrados por mim (e meus amigos), mas no que se baseia a vida de uma criança e adolescente hoje em dia? eu sei que a tecnologia é algo preponderante na humanidade hoje em dia, mas isso não o faz "característico" da gurizada, afinal o público usuário desses recursos é quase igual. Na minha infância não era todo adulto ou idoso que brincava de tazo, assistia Tom e Jerry, entre outros. Eu falho em considerar orkut, twitter e facebook como algo da "juventude de hoje em dia" porque todos tem acesso igual a esses meios.
   Além de tudo isso, o futebol, volei e outros esportes estão decaindo. Cadê a gurizada jogando em qualquer graminha? claro, não é algo quase extinto, mas comparado ao "passado" a gurizada prefere dar uns "rolês" no shopping (China) e fumar narguile na calçada em frente as casas (ou seja, afinal de contas, há algo de "característico" na gurizada... o que não é uma boa coisa também). O que me consola é que a cultura do tereré ainda está ativa, e provavelmente continuará ativa anos a fio.
   Por isso, futuros pais que chegarem a ler este blog (ou seja, nenhum): faça seus filhos se mexerem. Um videogame faz bem de vez em quando, mas estimule-o para fazer exercícios físicos, usar da sociabilidade "carne e osso" (em vez da virtual) e fazer a molecada estudar acima de tudo, porque o que mais temos hoje em dia são guris que falam "hoje ela ta meia preocupada" ou que escrevem "eles se importão comigo"....   deprimente isso....
   Enfim, meu próximo post provavelmente será algo sobre filmes ou videogames, então vou deixar, pra finalizar, alguns jogos fodões (mas manjados) que jogava dos meus 5 aos 10 anos, no Super Nintendo. Muito obrigado, che memby....


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

BIG FOUR capítulo IV: Metallica

  E para terminar a série especial BIG FOUR, a suposta precursora do movimento thrash. Dizem que a banda Overkill foi a primeira thrash. Não sei exatamente, mas para mim ainda é o Metallica.
  O Metallica é, na minha opinião, atrás do Iron Maiden, uma das maiores bandas de metal da atualidade, apesar de todos os percalços e problemas. Por mais que eu diga isso, essa posição do Metallica no "mundo do metal" deve-se muito mais ao valor histórico do que pela qualidade dos últimos trabalhos. Esclareço que sou muito fã de Metallica, pois foi uma das primeiras bandas de metal que ouvi, mas, ao contrário de milhares, não sou um fã xiita fanático doido cego.... afinal, nenhuma banda é perfeita.
  Reproduzindo o que a maioria dos fãs mais "mente-fechada" falam, minha era favorita do Metallica é a dos primeiros 4 álbuns. É tanto riff memorável, solo foda e instrumental marcante que dá raiva (hehehe). Kill´em All (1983) mostra uma raiva seminal que mais tarde seria lapidada, com peças violentas como Motorbreath, Phantom Lord, Seek and Destroy e Hit the Lights. Como fã de Dave Mustaine, vale mencionar o poder das composições do Musta que mais tarde formaria o Megadeth.
  Como um álbum de estréia, Kill´em All foi destruidor demais, e o melhor de tudo é que a banda iria melhorar e refinar o som a cada lançamento (até certa época). Ride the Lightning (1984) mostrava essa refinação em vários aspectos: solos melhores, riffs melhores ainda, vocais de James Hetfield matadores (destaque para as linhas vocais "death-metalescas" de Fight Fire with Fire) e bateria um pouco mais técnica por parte de Lars Ulritch. Master of Puppets (1986) é, na minha opinião (novamente), um dos álbuns mais superestimados da história. Claro, melhora ainda mais a produção e técnica apresentada no álbum passado, mas acho que há faixas que são cansativas e algumas faixas apresentam partes assim também (The Thing That Should not be é chata demais, assim como algumas partes e riffs de Master of Puppets, Disposable Heroes e Damage Inc). Um bom álbum sem dúvidas, mas superestimado ao extremo. Vale lembrar que até este ponto, a banda contava com o lendário Cliff Burton, um dos baixistas mais influentes hoje em dia. O cara era foda.
  Como o álbum seguinte vai ser indicado por mim, partiremos à época polêmica do Metallica: a era mainstream.
  Estavam lá os fãs do Metallica esperando mais um tapa na orelha, e sai o álbum Metallica (1991), algo completamente diferente do que eles esperavam. Onde estava o Metallica das musicas longas? da velocidade desgraçada? dos solos incríveis a-la One? Bom.... no passado eu diria. Músicas reduzidas em formato comercial, repetição exaustiva de riffs e baladinhas melosas (PORRA! Sanitarium não era melosa, nem Fade to Black). Claro, haviam faixas aproveitáveis como Enter Sandman, Sad But True, Holier than Thou e Nothing Else Matters, mas o resto era chato e genérico demais. Pena que a partir desse álbum ocorreu uma série de erros: Load(1996) e Reload(1997). Reconheço que Load é um álbum acima da média, pois tem as melhores letras já compostas por Hetfield, solos que encaixam perfeitamente e um hard rock interessante de se ouvir, mas a "continuação" é simplesmente horrível, uma montanha-russa de qualidade, onde se começa lá encima (com Fuel) e vai caindo horripilantemente, onde temos material bem.... "memorável" (Fixxer, Prince Charming, entre outras "maravilhas"). Apesar de Load ser bom, qualquer banda de hard rock faz um álbum melhor.
  Maaaaaais tarde, quando ninguém mais esperava nada, a banda lança o documentário Some Kind of Monster, onde eles documentam as crises e briguinhas que aconteciam na época, além dos surtos criativos de Hetfield. Gostei do documentário, apesar de haver uns momentos bem gays que te fazem pensar "por que eles se mostraram tanto?". Enfim, não lembro se foi antes ou depois que saiu o álbum St. Anger (2003), só sei que.... foi uma merda (de novo). Riffs repetidos incansavelmente, som de bateria horrível (patrocinado por: Suvinil), letras infantis e estúpidas querendo parecer inteligentes, e a falta de solos que contribui com o tédio que as faixas causam. Mesmo assim Franctic, The Unnamed Feeling e St Anger conseguem meio que se salvar no monte de lixo.
  Novamente maaaaais tarde, a banda decide que vai lançar um álbum de "volta as raízes". Muito alarde é causado, e muitas pessoas previam algo ruim como St Anger. Quando uma faixa foi tocada ao vivo, Cyanide, meus medos de ser pior que St Anger foram pro poço, e me deram um ar de felicidade, apesar da faixa ainda ser ruimzinha. Depois saiu o álbum completão, Death Magnetic (2008)....
  Apesar de ter sentido um pouco da aura "old-school" de volta ao Metallica, algo estava faltando. Algo parecia forçado demais. Apesar de ter faixas boas que relembravam os primeiros álbuns (That Was Just Your Life) ainda havia uma falta de inspiração. Alguns riffs eram repetidos de maneira exaustiva novamente, as letras continuavam bobas, os solos que antes não existiam, estavam ruins.... ruins de doer. Mas no meio de todas aquelas faixas que causavam pouco impacto, uma se sobressaiu desde o início pra mim: All Nightmare Long. Essa faixa é o som que o Metallica de hoje em dia deveria executar: uma mistura de influências do passado com um som mais St Anger sem soar horrível. Mas essa faixa não é a única que é boa logicamente. The Day that Never Comes, The End of the Line e That Was Just Your Life são boas faixas. O resto me deixa indiferente, pois a inspiração faz falta, tanto nas letras, solos e trabalho de bateria.
  Eu gostaria de indicar o álbum Garage Inc.(1998), mas seria injusto, pois é um album exclusivamente de covers. Então fico com ...And Justice for All (1988). Apesar do novo baixista Jason Newsted ter sido um mero enfeite no encarte, esse álbum é incrível. O timbre de Hetfield melhorou a um nível impressionante, mostrando muita agressividade e melodia quando necessário, e essa qualidade de timbre também faz parte das guitarras, que possuem um som lindo. O trabalho de bateria de Lars Ulrich é simplesmente o ápice de sua técnica na banda, talvez num nível que o baterista nunca mais chegará na vida. Os solos de Hammett também acompanharam uma progressão, com uma técnica incrível e senso melódico extremamente aguçado (solos de One, The Shortest Straw e Dyers Eve recomendados para audição). Isso tudo, aliado a riffs extremamente competentes (Blackened), mudanças de ritmo intrincados e letras fodas, faz com que eu recomende este álbum. Talvez por eu ter um pé maior no progressivo.... mas.... esse toque progressivo do álbum é o charme dele.
  Desejo tudo de bom pro Metallica. Que eles consigam achar a inspiração que ainda não foi encontrada em sua plenitude, e que Hammett e Ulrich voltem a treinar. E que continuem com o show variado que sempre tiveram.


...And Justice for All (1988)

LINK: http://www.4shared.com/file/QXhcvKve/1988_-_And_Justice_for_All.htm



Tracklist
1- Blackened
2- And Justice For All
3- The Eye of the Beholder
4- One
5- The Shortest Straw
6- Harvester of Sorrow
7- The Frayed Ends of Sanity
8- To Live is to Die
9- Dyers Eve

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

BIG FOUR capítulo III: Megadeth

  Estava me decidindo se escrevia sobre o Metallica ou o Megadeth. Bom... Megadeth é minha banda favorita, mas vou seguir a ordem do DVD do show pra ser melhor.
  Dando uma olhada nas comunidades do orkut e tudo mais, acabei esbarrando com a capa do vindouro DVD do show dos Big Four (o link está lá embaixo). Minha opinião? uma sacanagem das grandes. Supostamente estes shows deveriam ser uma parceria das bandas, sendo elas as que marcaram juntamente a cena de thrash norte-americana e também mundial. Por que diabos então o nome Metallica está maior que as outras? puta desrespeito com as outras bandas, que merecem tanto crédito histórico quanto a banda de James Hetfield. Ficou simplesmente parecendo um DVD "Metallica and Friends". Decepcionante.
  Mas voltarei a falar da minha banda favorita, a injustiçada banda de Dave Mustaine e cia. que é odiada por 11 de cada 10 fãs de Metallica. Mas não estou aqui pra falar de rivalidades, mas da música em si.
  O Megadeth pode ser dividido em 4 fases. A primeira fase era movida pela raiva de Mustaine, que gerou álbuns fodas (Killing is My Business... And Business is Good (1983)) e também históricos (Peace Sells... But Who´s Buying (1986)). A fase seguinte foi o começo do flerte entre thrash e heavy mais diretamente, começando com Rust in Peace (1990) e aperfeiçoado a partir de Countdown to Extinction (1992). A terceira fase era a turbulenta. Apesar de ter lançado Youthanasia (1994), um álbum incrível e poderoso, a banda começou a se perder no final dos anos 90, com álbuns que tinham o objetivo maior de vender que qualquer coisa. E a fase presente que foi a recuperação, a partir do álbum de 2001 The World Needs a Hero até o último petardo desgraçadamente eficiente EndGame (2009).
  Apesar de eu ser um fã doido pela banda, nunca consegui gostar de dois álbuns da banda: Cryptic Writings (1997) e The World Needs a Hero. O primeiro álbum citado no parágrafo é irregular demais. Claro, há faixas interessantes (Trust, The Disintegrators), mas há faixas muito, mas muito ruins (Have Cool Will Travel, Sin). Muita "popice" pro meu gosto. Já o TWNaH foi o embrião da "volta as raízes" do Megadeth, então dou um leve desconto. Apesar disso, não deixa de ser ruim, com uma performance vocal chata de Mustaine, riffs e solos sem inspiração e mixagem estranha.
  O resto dos álbuns da banda, na minha opinião, não são ruins (bom, talvez Risk seja, mas eu acho um bom álbum pop.....) e geralmente tem mais momentos bons que ruins. As letras de Mustaine sempre foram fodas e inteligentes, a voz dele apesar de espantar várias pessoas já é uma assinatura da banda. Mas o que importa mesmo nisso tudo são os riffs e solos. Que conhecedor da banda se alucinou com os solos de músicas como Tornado of Souls, Wake Up Dead, Rattlehead ou High Speed Dirt? e quem nunca admirou riffs cortantes como os de Holy Wars, Black Friday, Take no Prisoners ou Mechanix?. Logicamente a fase Mustaine/Friedman foi a histórica da banda, mas eu não descarto a era Mustaine/Poland, que rendeu riffs épicos e solos cheios de técnica e feeling. E isso me leva à minha recomendação.
  Peace Sells... But Who´s Buying? (1986) é segundo álbum do Megadeth. Foi o aperfeiçoamento supremo da raiva expressa pelo primeiro álbum. Com letras que falam da sociedade (Peace Sells) ao ocultismo (Bad Omen), a psique problemática de Mustaine é mostrada em cada letra, e consequentemente nos riffs, incrivelmente técnicos, rápidos e de certa forma sinistros (escute Bad Omen pra ver o que é sinistro). Os solos são de Chris Poland, um dos guitarristas mais subestimados da banda. Nunca ouvi um guitarrista com um timbre tão bonito, e solos que misturam técnica com beleza sem igual. Mustaine também não fica atrás com os solos dele, apesar de serem menos criativos. Destaque para os solos de Wake Up Dead, Black Friday e Devils Island.
  Foi difícil escolher meu álbum favorito, principalmente porque ao lado de Peace Sells, álbuns como Rust in Peace e Youthanasia são marcantes demais. Mas enfim, o que me resta fazer é torcer para a trupe do Mustaine. Que um álbum novo chegue logo, que o Rust in Peace... Live seja bem recebido, e que a voz do pato melhore ao vivo hehehe


Peace Sells... But Who´s Buying? (1986)


LINKZITO: http://www.4shared.com/file/5d2SoRHY/1986_Megadeth_-_Peace_Sells_Bu.htm


Tracklist
1- Wake Up Dead
2- The Conjuring
3- Peace Sells
4- Devils Island
5- Good Morning/ Black Friday
6- Bad Omen
7- I Ain´t Superstitious
8- My Last Words



LINK DA CAPA DO DVD "BIG FOUR LIVE IN SOFIA": http://whiplash.net/materias/news_860/113853-metallica.html

sábado, 28 de agosto de 2010

BIG FOUR capítulo II: Slayer

  Devido a uma onda de raiva, tristeza e uma infinidade de outros sentimentos negativos correndo atrás de mim, fiquei sem postar esses dias que passaram (como se alguém se importasse, mas tudo bem).
  Estava eu, uns minutos atrás, muito puto e com vontade de ouvir algo que... me lembrasse a palavra puto. Nada melhor que ouvir um Slayer, que possui um som caractéristico próprio e é provavelmente a banda mais violenta dos Big Four.
  Apesar de terem lançado o World Painted Blood (2010), que é fraco e sem muita inspiração, o Slayer sempre foi a banda dos riffs. Kerry King e Jeff Hanemann realmente sabem como criar peças de música marcantes. Esses riffs se destacam até mesmo mais que a técnica e rapidez fluída do baterista Dave Lombardo (e até uma certa época Paul Bostaph) e os vocais desesperados e potentes (até certo ponto) de Tom Araya. Quem não lembra os riffs de clássicos como War Ensemble, Angel of Death, Dead Skin Mask ou o mais reverenciado de todos, Raining Blood?
  Eu simpatizo bastante com muitos trabalhos da vasta discografia da banda, até mesmo aqueles álbuns do começo dos anos 90 que apresentaram mudanças no som da banda, com andamentos mais lentos e até de certa forma progressivos. Mas o que eu nunca gostei no Slayer (e já tentei milhares de vezes), são os álbuns do final dos anos 90 e começo dos 2000. Quais esses? fácil. Diabolus in Musica (1998) e God Hates Us All (2000). Apesar da banda já ter deixado seu som mais lento alguns álbuns atrás, estes aqui são chatos. É o Slayer querendo ser moderninho, implementando elementos de New Metal e Industrial no som..... horrível, sem mais nem menos.
  Mas não vou falar demais disso, pois prefiro falar das coisas fodas que a banda já lançou. Todo mundo chupas os bagos da Reign in Blood (1986), que sem dúvidas é um álbum desgraçado de thrash metal e como ele deveria ser executado. Mas eu fico mesmo é com o primeiro da banda, Show no Mercy (1983). Esse álbum mostra o Slayer com as influências que todas as bandas de thrash no começo tinham... um som mais "Iron Maidenzado" ou "Diamond Headzado" e é isso que faz o álbum tão bom pra mim. Riffs inspirados pra caramba (ouça The Antichrist), bateria soberba, solos que combinam com a proposta (não são bons, mas se adequam a atmosfera) e letras engraçadas. E o melhor de tudo é que as músicas são fáceis de diferenciar uma das outras hehehhe
  Apesar de serem considerados o "AC/DC do thrash" devido à repetição da essência dos álbuns lançados ultimamente, Slayer é uma banda foda demais. Ouça Christ Illusion (2007) e veja que eles sabem muito bem ser variados sem perder a agressividade e sem se venderem. O que desejo a eles é força pra continuar agressivos do jeito que eles são, e que o Tom Araya não caia em pedaços.....
  Mas vamos à minha indicação:


Show no Mercy (1983)

Link: http://www.4shared.com/file/1bw2t4hd/Slayer_-_1983_-_Show_No_Mercy_.htm    (320 kbps)






Tracklist
1- Evil Has No Boundaries
2- The Antichrist
3- Die By the Sword
4- Fight Till Death
5- Metal Storm/ Face the Slayer
6- Black Magic
7- Tormentor
8- The Final Command
9- Crionics
10- Show no Mercy

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

BIG FOUR capítulo I: Anthrax

  Estava sem nada pra fazer hoje.... quando lembrei que tinha o DVDrip do show dos Big Four (Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax) na Europa aqui no meu PC. Primeiro show: Anthrax. Ao ver aquele show incrível de uns míseros minutos, viajei no tempo, exatamente na época em que ouvia Anthrax pra caramba..... então voltei a ouvir os riffs fodões do Scott Ian, as linhas de baixo doidas de Frank Bello e os vocais eficientes de John Bush e Joey Belladonna.

 Várias pessoas não concordaram com a presença do Anthrax nos show dos Big Four, usando justificativas como "a banda não tem nem vocalista direito", "não lançam álbum a tanto tempo", apoiando substitutos como Exodus ou Testament no lugar da banda de Scott Ian. O negócio é: o Anthrax foi uma das pioneiras, e apresentou um estilo diferente de thrash, de certa forma mais acessível, mas sem deixar a agressividade de lado.

  Não vou contar o Fistful Of Metal (1984), primeiro álbum que tinha Neil Turbin nos vocais. Apesar de gostar muito desse álbum, que possui clássicos como Metal Thrashing Mad e Panic, ele não é marcante como os próximos álbuns seriam. A era Bush é um tanto quanto estranha, porque os riffs afiados de Scott Ian continuavam lá (Fueled, Who Doesn´t Die, Riding Shotgun), os solos nem tanto, mas os vocais de John Bush são simplesmente estranhos, muito retos e sem versatilidade vocal. Nisso entra minha era favorita do Anthrax: a era Belladonna. O vocalista é simplesmente o cara foda: timbre massa, técnica vocal boa, versatilidade... só o Spreading the Disease (1985) já mostrava o quanto Belladonna era foda e uma boa adição à banda.

  Mas o meu álbum favoritão da era Belladonna e do Anthrax ao todo é o sucessor de Spreading the Disease: Among the Living (1987). Esse álbum é uma desgraça. Riffs incríveis (I Am the Law, Caught in a Mosh, bateria desgraçadamente inspirada (Indians), solos legais de se ouvir (N.F.L, I Am the Law) e linhas de baixo cortantes demais (Caught in a Mosh). Além disso, as letras são muito boas e eficientes, pois não são complexas, são fáceis de entender e passam uma boa mensagem (quando esse é o proposito).

  Apesar da discografia da banda não ter nenhum trabalho propriamente ruim (apenas alguns álbuns que não me agradam de certa forma), o Anthrax foi definhando ao longo dos anos 90 com álbuns cada vez mais mornos, só se recuperando com o lançamento do último álbum (até agora pelo menos) We´ve Come For You All (2003).

  Enfim, desejo muita sorte ao Anthrax nessa "volta à ativa", de preferência ao lado de Belladonna, que é, na minha opinião, o membro mais simbólico da banda, ao lado do doido Scott Ian. E aproveitem um dos clássicos do thrash, na minha opinião e na opinião de muuuuuuitas pessoas: Among the Living.


LINKZÃO DO MAL: http://www.4shared.com/file/DkwAmWla/Anthrax_-_Among_The_Living_198.htm


 Tracklist
1- Among the Living
2- Caught in a Mosh
3- I Am the Law
4- Efilnikufesin (NFL)
5- A Skeleton in the Closet
6- Indians
7- One World
8- Horror of it All
9- Imitation of Life

domingo, 22 de agosto de 2010

Ebaaaaa! ano eleitoral manolos!

  Como primeiro post sério do meu blog, vou falar sobre algo que geralmente me enoja: política. Mas calma aí, não a política em si, mas as discussões políticas.

  Nunca fui um ser extremamente engajado na política, mas não deixo de analisar o que é melhor pro país, pois, acima de tudo, me preocupo com aspectos sociais presentes na minha vida, como saúde, segurança, entre outras coisas talvez por isso eu tenha uma certa aversão a pessoas que desgostam de política, mas esse não é o assunto que quero tratar (talvez fale algo sobre em outro post).

  Bom, ano eleitoral. Enquanto vemos a "cena política" se tornando uma piada aos poucos (Vote Tiririca, pior do que está não fica, entre outras anedotas), no outro lado estão os "psdbistas" distribuindo bordoadas contra os petistas, que respondem da mesma forma. Enquanto uns falam que o Serra é uma das maiores maravilhas a pisar na terra e que revolucionará o suposto "lixo" que o país está após o governo Lula, os defensores do não-mais-analfabeto dizem que o governo foi mais que perfeito, que não pecou em nenhum aspecto.

  O que eu quero dizer é.... VAI TOMAR NO CU! como disse anteriormente, não sou partidário fanático, simplesmente analiso o governo da forma como ele foi, não criando motivos pra não gostar ou gostar de tal administração. Tempos atrás, na época das propagandas eleitorais antes do Lula ser eleito, ele simplesmente fez o que todo político faz até hoje: promessas, promessas, promessas. E assim como todo político, ele não cumpriu tudo o que prometeu, mas ele fez um bem incrível pro país (algo que serristas, psdbistas e opositores não querem admitir). O fato é que o Brasil cresceu demais durante a administração Lula. 

Provas que o governo Lula foi bom?
* a crise econômica que asolou o mundo. SE o país sofreu com isso, foi só no fim da crise.
* o país pagou juros da dívida externa.

* o Brasil ganhou muito prestígio internacionalmente, o que pode gerar bons frutos no futuro.
* ajudou as classes menos favorecidas economicamente.

  Essa última afirmação é algo que causa certa polêmica. Afinal, todos costumam dizer que as bolsas-escola, bolsa-familia e todos os outros programas implementados podem se resumir a "bolsa-esmola". Esse povo que fala dessa forma me enoja, porque eles não precisam disso, vivem em suas casinhas quentinhas, comendo do melhor, com os melhores carros, dando rolê com o namorado no centro em busca de uma bolsa ou celular melhor. Por isso mais uma vez digo: VAI TOMAR NO CU!!!(de novo). eu sei que de certa forma, é uma maneira de tapar o sol com peneira, mas ajuda as classes menos favorecidas acima de tudo, tentando democratizar o bem estar no brasil.

  Analisando meu discurso até agora, posso parecer um petista que se diz neutro. Mas assim como indico os pontos bons, é necessário indicar os ruins.
* apesar dos programas implementados, há muitos problemas na educação, saúde e renda.
* ao final do governo, Lula deixará uma herança fiscal (elevação dos gastos obrigatórios com servidores públicos e aposentadorias).
* apóia regimes autoritários, e considera regimes como a da Venezuela como democráticos. O que sinceramente é uma demência.


  O que resta ser feito é simples: pesquise e estude os planos de governo de cada um dos indicados à presidência. Analise tanto os pontos positivos quanto os negativos, e como eu disse, sem criar motivos para não gostar ou gostar de certos candidatos. Esqueça o partidarismo fanático e use o bom senso. Envolva seus amigos no cenário político. Instigue-os a pensar, refletir e reconhecer o quão importante é votar. Que escolher prefeito, senadores, governadores e presidentes deve ser feito com muito cuidado.



Valeu...

Ebaaaaaaa!! ninguém se importa mas agora tenho um blogueeeeeee!

   Pois é, gurizada que chegar a ver isto. Eu, Edwin..... tenho um blog agora...

  Então estarei divagando sobre vários assuntos, úteis ou não, e disponibilizando links também, porque provavelmente falarei muito sobre música e bandas que ouço. Mas não se preocupe, falarei sobre outras coisas, afinal, música não é tudo (infelizmente). Então assuntos como esportes, política, religião, e tudo mais que afeta a sociedade e o meu dia será comentado...



Valeu.... e tomara que isso tenha algum futuro....